segunda-feira, 23 de julho de 2012


Tenho desfrutado exageradamente da minha companhia, e tentadoramente estou gostando disso. Deve ser a resposta para minha vontade de ficar sozinha, mas não querer me sentir sozinha. Às vezes até consigo vislumbrar-me sentada ao longe, possuindo muitas coisas. Sabe, de alguma maneira, sei que estou lá. Tão longe quanto se pode imaginar. E tão distante, posso sentir o calor dos olhos arregalados e despertos, vigiando-me com tamanha sinceridade. Crua. Cruelmente. As imagens de vidros sendo quebrados passam-me voando aos olhos. Vidros que são quebrados por curtos dedos que conheço bem. Até parecem serem meus... Creio que é porque sejam meus!

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