domingo, 30 de setembro de 2012

Highway.



Sei que a melodia doce, por toda minha eternidade irá me despertar para o desejo de tirar o ponto que impede que as coisas findas se tornem infindas.
Sei que esquinas que me tomam numa nostalgia total existirão para sempre, mesmo que seus concretos se corroam com o tempo.  E a vontade de sempre voltar atrás, de sempre ser companhia/acompanhada, de viver uma solidão momentânea e construtiva, sempre vão ser vestimentas permanentes d’alma.
Tentar impedir, fugir, evitar ou enterrar isso, é o mesmo que negar que se vive.
Isso faz parte, tudo está grudado na carne humana.
 Alma e corpo não se separam.
Navegar sem afundar é uma efêmera ilusão. Passageira, e só.
Permanência não existe. O que existe é um fim, que pode ser rápido, tão rápido que hoje se vive e amanhã se morre. Ou pode ser lento, pode ser uma caminhada, onde no final, se tem a sensação de ter se permitido ser tudo o que quisera ser!
Aqui, tudo é um pôr de Sol. Amanhã tudo volta amanhecido num emaranhado diferente, a única certeza é de que mais um pôr de Sol virá pra dar vida aos ventos de mudança mais uma vez. 

Imediatismo



Quando minha consciência aflorou 
Como parte vivente nesse mundo,
Muitas contradições foram 
Abusadamente distribuídas à ela!
E a necessidade de ser um “eu”
 certo para com minha essência, também.
Às vezes me viro tudo do avesso, 
De ponta cabeça e chacoalho,
Tirando tudo ao máximo!
Migalhas, grandes pedaços,
Insignificâncias ou indispensabilidades.
É uma fração de segundos o suficiente
Pra te tirar de centro, do teu centro.
E pra voltar, se leva muito tempo.
Talvez seja até necessário 
Esperar o nascer de uma 
Nova consciência!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Yeah, you bleed just to Know you're live!




Será, o reconhecimento de nossos erros, culpa da chuva?
E o arrependimento, será ele trazido pelo vento?
E quando a chuva cai, todas as nossas certezas caem por terra também?

Será que só a música é capaz de nos causar nostalgia
Ou será que o silêncio mata mais?
É que a gratidão por conhecer semelhantes medos
Ajuda ao se decidir entre ir ou desistir

E no silêncio, bom
O que resta é silêncio e consciência, mais nada.
E a consciência, que vibora de fome incessante essa!
Nos mastiga inteiro pela vida toda
E nunca se satisfaz.
Apenas cresce, e cresce a sua fome.

E a gente?
Bom, a gente morre, a gente se mata 
Pra satisfazer essa fome.
Nos reduzindo a pó
A nada

E assim vamos nos sentindo a vida toda:
NADA
E uma hora isso acaba?
Sim, quando não tivermos mais forças
Pra satisfazer essa fome.
Ai a consciência morre, vazia.
E sem consciência viva
Não se pode ter uma carne viva!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

To a place I recall...



Em uma noite dessas
Em que a solidão desce as escadas 
vestindo seu melhor traje de gala
Te puxa pelos braços
E te embala numa dança aparentemente sem fim.
Em uma noite dessas seus olhos enlouquecem 
sobre uma lua quase invisível
E sua boca se fecha diante da fúria dos ventos.