segunda-feira, 7 de maio de 2012

"Preferisco il rumore del mar"

"Tudo são só palavras, eu prefiro o barulho do mar..."


Que sensação era aquela?
 Boa, ruim, certa, errada? 
Ainda não sabe dizer ao certo se poderia se quer 
chamar aquilo de uma sensação e não de alucinação.
 Mas poderia sem sombra de dúvidas dizer que era sua.
 Sim! Fosse o que fosse, era sua, seu, meu, fosse o que fosse, era! 
E ao final da tarde, do que estariam falando?
 Paz, ondas, sombra fresca, palavras, tempos ...
 E ao final da tarde não era nada disso que queria ouvir, não! 
Não queria ouvir mais nada. Queria silêncio, queria o próprio silêncio gritando bem alto, tão alto a ponto de 
não se ouvir mais o grito. 
De ontem em diante o único barulho que necessitava ouvir saído de sua garganta era o do sopro que
 apagava a vela todas as noites.
 O sopro que desentupia a alma.
O sopro, leve, calmo
Sem palavras
Não, palavras não.
Só o sopro
O sopro
Sopro!

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