"Tudo são só palavras, eu prefiro o barulho do mar..."
Que sensação era aquela?
Boa, ruim, certa, errada?
Ainda não sabe dizer ao certo se poderia se quer
chamar aquilo de uma sensação e não de alucinação.
Mas poderia sem sombra de dúvidas dizer que era sua.
Sim! Fosse o que fosse, era sua, seu, meu, fosse o que fosse, era!
E ao final da tarde, do que estariam falando?
Paz, ondas, sombra fresca, palavras, tempos ...
E ao final da tarde não era nada disso que queria ouvir, não!
Não queria ouvir mais nada. Queria silêncio, queria o próprio silêncio gritando bem alto, tão alto a ponto de
não se ouvir mais o grito.
De ontem em diante o único barulho que necessitava ouvir saído de sua garganta era o do sopro que
apagava a vela todas as noites.
O sopro que desentupia a alma.
O sopro, leve, calmo
Sem palavras
Não, palavras não.
Só o sopro
O sopro
Sopro!

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