Eu te tenho assim, no aconchego de cetim dos meus braços.
Talvez em lúdico sonho distante das
ternuras passadas e não tidas.
Mas no meu aqui AQUI e AGORA
você permance num quadro
emoldurado por hastes de madeira
belamente envelhecidas pelo tempo,
que se manteve meu aliado e seu guardião.
E eu, sendo assim,
aprendiz da vida e da dor,
me deixo carregar por um leve sopro de saudade.
Sou então levada ao esconderijo,
onde dorme mansamente o domínio de meus batimentos.
Acordo a fera e me transbordo, inocente, insana,
sem me preocupar em ser impudica.

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