sábado, 2 de junho de 2012

Minha alma de sonhar-te anda perdida...


Em minhas mais loucas e desajeitadas fantasias cheias de desejos, era assim: Em voz rouca, na ponta dos pés eu te sussurrava segredos, me despia de todos os meus defeitos e você dos seus para os lavarmos juntos. Refletíamos-nos desarmados de qualquer inocência e defesa carnal, só alma e amado desconhecido. Tínhamos a frente um banquete de pratos transbordando de erros e volúpias, aos quais devorávamos inteiramente, cada qual assim, satisfeito de pedaços um do outro.
Não éramos dois que se tornavam um. Éramos dois que se dividiam em mil, sendo tudo de uma vez, juntos.

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